O que aflige o ser humano nos dias atuais? Por que, em um mundo tão tecnológico, ainda há tanta ignorância? E você. O quanto se conhece? Esses e outros temas que fazem parte do histórico filosófico da humanidade são abordados de forma bem-humorada e didática no YouTube, em um canal chamado "Ser Feliz Sendo Idiota".
Os autores não tentam impor a própria visão de mundo como a maioria dos pensadores atuais. Além disso, descem do pedestal de grandes sábios e assumem sua ignorância pedindo que o espectador os ajude a elaborar os pensamentos, dando a sua resposta para os temas abordados.
Partindo da premissa de que todo o ser humano nasce, cresce e vira um idiota, sem perceber, eles se incluem no mesmo rol, assumindo as suas idiotices.
Ficou curioso? Vou deixar o link de acesso para quem quiser conhecer o Canal.
Continuando as etapas da produção do café, depois da fermentação vem a:
4. Secagem dos grãos
Se os grãos foram processados pelo método de
lavagem, o café fermentado será seco até aproximadamente 11% de humidade para
prepará-los adequadamente para armazenagem.
Estes grãos, ainda dentro do envelope de pergaminho
(o endocarpo), podem ser secos ao sol, espalhando-os em mesas de secagem ou no
piso, onde são girados regularmente. Alguns produtores também utilizam máquinas apropriadas para realizar esse
trabalho.
No final do processo, o café terá sido limpo, polido
e separado por tamanho e cor.
Os grãos secos são armazenados em sacos de juta ou
sisal até que estejam prontos para serem vendidos. Facebook
Após a colheita, o processamento deve começar o mais rápido possível para evitar a deterioração da fruta. Dependendo da localização e dos recursos locais, a fermentação é feita de duas maneiras:
A primeira é a secagem ao sol, um método milenar de processamento e ainda muito usado em países onde os recursos hídricos são limitados. O café recém-colhido é espalhado em grandes superfícies para secar ao sol. Para impedir que estrague, os grãos são revirados durante todo o dia e cobertos à noite ou durante a chuva para impedir que se molhem. Dependendo do tempo, este processo pode continuar por várias semanas para cada lote de café até que o teor de umidade caia para 11%.
O segundo método de fermentação separa a polpa do grão através da lavagem. Primeiro, as cerejas recém-colhidas passam na máquina para separar a pele da polpa do grão.
Em seguida, os grãos são separados por peso. Como eles passam através de canais de água, os grãos mais leves flutuam até o topo, enquanto os grãos maduros, mais pesados, afundam. Eles são levados através de uma série de tambores rotativos que os separam por tamanho.
Após a separação, os grãos são transportados para os grandes tanques de fermentação cheios de água. Dependendo de uma combinação de fatores - como a condição dos grãos, o clima e a altitude - eles permanecerão nestes tanques de 12 a 48 horas para remover a camada lisa de mucilagem que ainda está ligada ao grão. Enquanto descansam nos tanques, as enzimas que se formam naturalmente farão com que a camada se dissolva.
No final da fermentação, os grãos estarão em estado bruto e ásperos ao toque. Então eles serão lavados, passando por mais alguns canais de água e preparados para o início da secagem.
Depois de plantar é preciso colher. E é isso que veremos no segundo passo rumo a um café saboroso.
2. Colheita
A fruta do café deve
atingir a cor cereja para ser colhida. O vermelho se torna brilhante e profundo quando o fruto estiver pronto. Se for colhido antes do tempo, com
muitos grãos verdes, a bebida perderá qualidade. Tipicamente se faz uma grande colheita por ano. No entanto, em países como a
Colômbia, com dois florões anuais, existe a safra principal e a secundária. Na maioria dos países, a colheita é feita manualmente através de um processo trabalhoso e intenso. Já aqui no Brasil, com relevo relativamente plano e campos imensos de café, o processo pode ser mecanizado. Seja manual ou por máquina, todo o café é colhido de duas
maneiras:
Colheita
por faixas: Todas as cerejas são removidas de uma só vez, pela máquina ou
à mão. Colheita
seletiva: Somente as cerejas maduras são colhidas, e elas são selecionadas à mão, uma por uma. Os catadores passam pelos pés de café a cada oito dias aproximadamente, escolhendo apenas as cerejas que estão no pico de maturação. Como
este tipo de colheita é mais oneroso, ele é usado principalmente para colher os
grãos do tipo Arábica. No final do dia, as frutas são transportadas para a unidade de
processamento.
A partir de hoje mostraremos a longa viagem que a bebida
mais amada do mundo faz até chegar a você.
Entre o plantio, a colheita e a
compra, os grãos de café passam por vários processos que buscam extrair o
melhor do fruto.
1. Plantação
O grão de café é a própria semente.
Quando seco, torrado e moído, transforma-se
no pó que você usa para preparar a bebida.Se
a semente não for processada, pode ser plantada e produzirá um novo pé.
Existem mais de vinte variedades do fruto, mas o
Robusta e o Arábica são os preferidos da grande maioria dos produtores. São também essas duas espécies que entram na composição do Caféty, o nosso delicioso creme de café (aqui).
O semeio ocorre geralmente entre
abril e julho e as sementes de café são plantadas
em viveiros sombreados para evitar a exposição ao sol.Quando
germinar, a muda será regada com frequência e continuará protegida da luz
solar até que esteja forte o bastante para ser transportada a um novo solo,
previamente preparado.O mesmo procedimento de proteger e regar a planta continuará
até as raízes se firmarem.
Depois do plantio, a florada é a fase
mais importante do cafeeiro. Ocorre geralmente, entre Setembro e Novembro,
podendo repetir-se por três ou quatro vezes durante esse período. Nessa época,
cada galho da planta se torna um bouquet branco com cheiro de jasmim. As flores
desabrocham numa só manhã, agrupadas em um pequeno feixe. Da flor resulta o surgimento
do chumbinho, pequeno fruto que vai transformar-se no grão de café. Em média, a planta demora três a quatro anos para dar frutos.
Caros amigos e amigas, eu quero convidar a todos para o
lançamento do meu livro. O tema não tem nada haver com propaganda ou marketing.
Arrisquei criar uma obra de ficção e me diverti muito com isso. Espero que
gostem.
Quem estiver em São Paulo no próximo sábado e quiser me
fazer uma visita, eu ficarei muito feliz em recebê-los.
O endereço, dia e hora, estão abaixo. Vejo vocês lá.
Fidelizar clientes é o objetivo de qualquer empresa, não
importa o porte ou segmento que atue. Por conta disso, o mercado investe
anualmente milhões em pesquisas visando descobrir e entender as necessidades,
as crenças e, se possível, as aspirações mais secretas do público consumidor.
Com todos os dados em mãos, outros milhões são gastos em
planejamento e estratégias para sensibilizar o comprador, mostrando a ele que o
produto/serviço de determinada empresa é especial, único e adequado a seu
estilo de vida.
Depois de tudo muito bem discutido e acertado, os criativos
produzem as peças e as ações mais adequadas ao conceito, entregando a mensagem através
das mídias online e off-line.
No entanto, todo o esforço e investimento não evitam a
traição do cliente avaliado como fiel. Aquela promoção especial da concorrência
é como uma tentadora maçã esperando para ser mordida e dependendo de como for
saboreada, pode trazer baixas significativas à fidelidade.
Longe de todo esse jogo de mercado, em algum lugar não muito
distante, existe um tipo de cliente que idolatra os produtos/serviços da sua empresa
preferida e nunca a trairá. Essa idolatria não foi conquistada por conta do trabalho
bem sucedido de marqueteiros, é algo mais próximo do amor à primeira vista, que
virou paixão e agora não há como voltar a trás. Essa espécie de cliente é chamada
de Brand Lover, pessoas apaixonadas por determinadas marcas e capazes de dispor
de tempo e dinheiro apenas para divulgar, gratuitamente, o objeto de sua
paixão. Elas criam sites, blogs, acompanham eventos, divulgam a amigos e
parentes e, principalmente, gastam muito dinheiro adquirindo a fonte de seu
fanatismo. Utilizam as redes sociais para exaltar as qualidades do produto/serviço
e não fogem da briga quando alguém critica ou aponta erros de seu bem amado.
Também estão dispostos a desqualificar a concorrência, quando a oportunidade
surge.
Esse comportamento é próprio dos Brand Lovers e
aparentemente não há como reproduzir ou estimular em outros grupos que não
tenham a mesma propensão. Entretanto não é algo raro como possa parecer.
Traçando um paralelo entre os fanáticos por marcas e o que acontece
na política brasileira, podemos notar certa similaridade.
Envolvendo o público de todas as classes sociais, os Brand
Lovers da política desenvolvem paixão por pessoas e agremiações que o bom senso
nos aconselharia o contrário. Nem a evidente avalanche de fatos e provas de corrupção
são suficientes para arrefecer esse sentimento, sendo o militante capaz de
cortar relações com familiares próximos, por conta de pessoas que só viu pela
televisão ou em comícios.
Mas como se diz, cada
louco com sua mania e para evitar atrito cito outro ditado popular: não se deve
discutir religião, política, futebol e, quem sabe, paixão por certas marcas.
Veja abaixo a matéria do Jornal da Cultura, sobre o tema.
Nela, nenhum dos comentaristas chega a uma conclusão convincente.
Não sei até que ponto esse tipo de comportamento foi
estudado, porém, acredito que se entendêssemos melhor a sua origem e como evitá-lo,
talvez conseguíssemos avanços significativos na sociedade, na psicologia e na
comunicação de mercado.
Estamos vivendo o culto à mídia online. Sem dúvida ela
tem revolucionado a forma com que o mercado se comunica e fideliza o consumidor. No entanto, analisando os meios tradicionais, gostaria de
jogar luz sobre o veículo que por várias vezes teve o atestado de óbito
decretado, mas que, contrariando as previsões, até agora tem conseguido se adaptar bem aos novos tempos.
O rádio foi trazido ao Brasil há quase um século e reinou absoluto até
a popularização da televisão. Após esse período, foi decretado o seu fim pela primeira vez, já que a nova invenção produzia o mesmo conteúdo, com a vantagem da imagem. Entretanto, isso não ocorreu e o veiculo passou pela regeneração de número um. Os transistores possibilitaram que o velho e pesado aparelho de válvulas se transformasse no companheiro diário, que poderia ser transportado com facilidade para qualquer lugar, sem a necessidade de pontos de luz estáticos para
alimentá-lo.
E essa não foi a única mudança. A linguagem e a agilidade diferenciaram o veículo em relação a TV. Sem a necessidade de
deslocar grandes equipes, os rádios repórteres poderiam cobrir qualquer evento, no
mesmo instante em que ele acontecia. Além do que, a estratégia da TV foi valorizar a programação nacional, enquanto o rádio se regionalizou, dando ênfase à prestação de
serviço local.
Porém, a internet chegou e quase simultâneamente os smartphones multiplicaram-se na mão de
milhares de pessoas. Seja local, nacional ou internacional, a notícia passa a ser apresentada online, documentada em fotos ou vídeos, assim que o fato acontece. Não há ocorrência que fuja ao click do colaborador anônimo. Mais uma vez as previsões voltaram-se contra o rádio. Entretanto, ainda não foi dessa vez que ele entregou os pontos. Para sobreviver, o veículo aliou-se aos concorrentes, adaptou-se as mudanças e ficou mais próximo do público. Além das tradicionais ondas radiofônicas, diversos aplicativos passaram a captar as transmissões das emissoras, para a felicidade de viajantes e emigrantes que continuam a acompanhar a programação de seus países de origem, mesmo vivendo do outro lado do planeta.
Atualmente, integrado a tablets, computadores, smartphones, aparelhos eletrônicos, carros, etc, o rádio é o veículo mais presente em nosso cotidiano, e com isso, mantém a sua importância na divulgação dos mais
variados produtos e serviços.
OEdeka, fundado em 1898,é o maior grupo de supermercados da Alemanha. Além de cuidar bem da imagem da marca, o marketing da empresa parece estar se especializando
em virais criativos, principalmente nas comemorações de fim-de-ano.
Em 2014, dentro
de uma de suas lojas, os caixas surpreendem os clientes com uma releitura de
Jingle Bells. A música foi executada por instrumentos, no mínimo, inusitados.
Veja
abaixo:
Já em 2015, decidiram apelar para emoção. Com o título “É tempo de voltar para Casa” o vídeo conta a história de um simpático idoso que ao chegar do supermercado, ouve a mensagem da filha dizendo que, por problemas pessoais, não poderá vir para o Natal, prometendo que no próximo ano, isso não se repetirá.
Porém, os anos passam e ninguém aparece para cear com o triste homem.
É então que o velhinho descobre uma forma de
trazer os filhos ao seu encontro e diante do espanto dos familiares com sua atitude, o
idoso pergunta: "De que outra forma eu conseguiria que
estivéssemos juntos?".
Veja abaixo:
Uma peça sensível e que
nos faz pensar em rever nossos conceitos e prioridades.
Os fãs de "Star Wars" agora podem experimentar a emoção de
manejar um sabre de luz.
O "Lightsaber Escape” é uma experiência interativa
criada pela parceria das empresas Google, Disney, Lucasfilms e Industrial Light
& Magic.
O mote do jogo, como não poderia deixar de ser, é a nova aventura da
saga dos heróis intergalácticos, Star Wars: O Despertar da Força.
A interação é simples, basta acessar o site do jogo com seu smartphone e
seguir os passos de configuração.
A partir daí, busque o seu desktop, acessando este outro endereço e
iniciando a
grande aventura.
Para garantir a fidelidade dos efeitos, a criadora do jogo se baseou nos
storyboards da Lucasfilm, preocupando-se com cada pequeno detalhe antes de
modelar personagens e cenários em 3D. Além disso, o som característico do
sabre é ouvido a cada movimento do smartphone, produzindo mais emoção.
Mesmo quem não é apaixonado pela franquia, se sentirá um verdadeiro Jedi.
Neste nosso mundo competitivo, aumenta a cada dia o ímpeto das empresas por informações sobre os hábitos do consumidor.
Isso é natural, pois o conhecimento adquirido serve de subsídio para diversas áreas da companhia, inclusive para o departamento comercial.
Vivemos na era da informação, e como todos sabem, informação é poder, não é mesmo? Pelo menos deveria ser. Mas o que muitas empresas não percebem é que perdem dinheiro por não dar a devida importância aos dados que dispõem.
A armazenagem e atualização ainda podem ser vistas como um custo, ao invés de investimento. O imediatismo pelo resultado encobre os benefícios de se produzir um perfil de consumidor mais acurado.
Sites, SACs, eventos e lista de clientes, entre outras, são fontes simples e baratas para gerar dados, mas que, se não houver continuidade no trabalho, não acrescentarão muita coisa ao que já temos.
É preciso entender que o conhecimento adquirido é como um tesouro que não deve ser deixado à própria sorte e perdendo valor. Há a necessidade de polir as informações constantemente, buscando complementos e interagindo com o banco de uma forma mais efetiva do que as tradicionais newsletters e e-mail marketing.
Contratar um profissional ou empresa especializada em gestão de dados tão complexos, na minha opinião, é a melhor forma de ver a informação virar lucro.
Antes de começar, gostaria de responder a alguns leitores: abraçar uma ideologia, não significa engessar a mente para a realidade. Recado dado. Vamos ao tema de hoje.
Na vida aprendemos a separar os papéis. Em casa, somos filhos, pais, maridos, esposas, etc. No trabalho, empresários, profissionais, funcionários, assistentes, gerentes, diretores e assim por diante. Mas no geral, e acima de tudo, somos todos cidadãos.
Como profissionais, atualmente estamos engolindo, calados, os sapos da conjuntura político-econômica e focando apenas no trabalho, numa tentativa de evitar que as notícias da crise esmoreçam a moral da equipe.
Como empresários, certos setores descobrem oportunidades de crescimento no cenário instalado, acreditando que os juros altos, o real desvalorizado e até uma possível hiperinflação, poderão impulsionar os negócios. Além da possibilidade de fusão ou compra de empresas que venham a quebrar.
É normal que diante da crise, todos busquem a melhor forma de superar dificuldades. Porém, no Brasil, a impressão que eu tenho, é de que os planos de salvação são sempre individuais e nunca coletivos.
É bem provável que o individualismo do povo brasileiro tenha levado o país a esse estado de coisas. A começar pelo governo, que quer a qualquer custo se manter no poder, sem pensar no que é melhor para a nação. Já a oposição não age, busca se preservar, por conta de uma suposta vitória nas próximas eleições. Sem ouvir os apelos de grande parte dos eleitores.
As autoridades de outras esferas têm concedido pareceres com interpretações sui generis das leis, dando a impressão de que visam algo além da justiça, e sem se importar com a opinião pública.
O empresariado, aquele que prospera nesse tipo de ambiente, acredita que mantendo tudo como está, lucrará ainda mais. Dando de ombros para o restante da nação. A mídia, tendo nas estatais sua principal fonte de renda, se curva aos interesses do poder, abre manchetes e espaços para disseminar a versão oficial, sem ligar para as consequências de sua conivência.
E finalmente o povo, já tão acostumado às mazelas da política, da corrupção e dos achaques, talvez anestesiado com os escândalos cada vez mais audaciosos, procura perder o mínimo possível de patrimônio e, quem sabe, ainda lucrar com toda essa situação.
O eleitor de ontem procura uma saída hoje, alheio a autocrítica, sem assumir a culpa de suas escolhas e do protagonismo de tudo o que vivemos. Pronto para errar novamente, não se importando com os danos da sua teimosia na vida de milhões de outros brasileiros.
O Brasil não se vê como nação, tudo aqui é um “Salve-se quem puder!” Um “Antes ele do que eu”, ou, a expressão que a meu ver melhor representa o nosso povo, a “Lei de Gerson” (só para relembrar, ela sugeria a obtenção de vantagens, de forma indiscriminada, sem se preocupar com questões éticas ou morais).
Essa característica brasileira foi materializada em 1976, na famosa campanha criada pela Caio Domingues & Associados para o fabricante de cigarros J. Reynolds, proprietária da marca Vila Rica.
Nunca uma campanha publicitária descreveu tão bem a nossa sociedade e o tão popular “jeitinho brasileiro”. É uma peça de comunicação impecável que se mantém atual, revelando o Macunaíma escondido em cada um de nós, inclusive no autor deste texto. Veja o comercial:
Várias pessoas já me fizeram essa pergunta e confesso que a resposta nunca é fácil. Por ser um conceito amplo e relativamente recente é possível que você já tenha utilizado, sem perceber. No final das contas, inbound
marketing é toda a ação que busque atrair o interesse das pessoas para a sua
marca, de forma indireta e criativa.
A internet é o veículo mãe da
prática e as redes sociais o canal mais propício para esse tipo de
ação. Lá, é possível desenvolver um conteúdo direcionado ao público-alvo,
através de dicas, especificações, fóruns, esclarecimento de dúvidas e outros
meios que ajudem a manter o relacionamento com o consumidor potencial.
Porém a internet é vasta e todos os
dias surgem novidades. Além das redes sociais, várias outras fontes são utilizadas
pelo inbound marketing. Fan pages, blogs da marca (ou não), virais, webinar, newsletter
(restrita aos que se cadastrem espontaneamente), etc.
Como ferramenta o inbound é menos agressivo
e mais barato do que seus primos, a propaganda e o marketing tradicional. Nele o
consumidor é ativo, pode escolher, procurar e compartilhar informações. Já no
outbound, ele não tem a mesma opção.
Ao assistir televisão, por exemplo, o espectador
é bombardeado por mensagens comerciais, muitas delas sem o menor apelo aos seus
interesses. Como forma de se proteger, a audiência tende a zapear, procurar o que comer ou ir ao banheiro enquanto
espera a volta do programa que estava assistindo.
Mesmo na internet, hoje em dia, com os bloqueadores de anúncios, a vida do outbound não anda fácil.
Por essas e por outras, o inbound vem
conquistando os corações dos marketeiros em geral, mas de qualquer forma, ainda não há como descartar as ações tradicionais.
O bom mesmo é diversificar e atingir o público em todas as frentes.
Todos estão preocupados com o futuro do país. A crise aumenta e as
empresas entram em pânico. O departamento comercial, que sempre está na linha
de frente, passa a ser questionado por seus métodos e estratégias. Quanto menor
o número de vendas, maior será a cobrança.
Por outro lado, é muito comum que na hora da crise, algumas
empresas optem por cortar as verbas de divulgação e promoção, como se fossem
supérfluas, sem se dar conta de que é justamente nesse momento que elas são
mais necessárias para reverter o quadro e ajudar o trabalho dos vendedores.
Vou contar o milagre, sem dar nome ao santo. Certa indústria, que
conheci muito bem, apresentava-se como uma das maiores da América Latina em seu
setor, porém, quase não aparecia na mídia, já que publicidade era visto como despesa
e não investimento. O seu marketing baseava-se em meios de exposição gratuitos
e a publicidade era de baixo custo. O grosso da divulgação ficava a cargo da equipe
comercial, que peregrinava de empresa em empresa, em busca de potenciais clientes.
Dentro dessa estratégia, poucas eram as ações e menor ainda os anúncios que não fossem pagos em permuta,
e mesmo esses últimos, apareciam em veículos segmentados, de tiragem
pequena e circulação duvidosa. O período de exposição também era curto.
Não havia programação. Continuar ou não veiculando era decidido pelo retorno
que a exposição trazia, e por ser um investimento pequeno e pouco planejado, a
conversão tornava-se quase nula e, por conseguinte, o anúncio dificilmente era renovado.
Em épocas difíceis, nenhum gasto com propaganda era autorizado. A única ação
vinha da equipe comercial, que aumentava o número de prospecções e visitas
diárias.
A qualidade do produto era inquestionável. A família, que respondia pela empresa, costumava bater no peito e dizer que, abaixo da linha do Equador, não havia outra que oferecesse melhor tecnologia. Porém, isso era reconhecido
apenas na região sul e centro-oeste do país. No restante do território nacional, a empresa era
praticamente desconhecida.
Outro ponto interessante vinha da política de preços. O mark-up
era bem inflado e a justificativa nada modesta: “Se a Apple, devido a suas
inovações, design e qualidade, cobra acima do mercado, por que nós, que
possuímos os mesmos atributos, também não podemos?”
A resposta a isso, que eu dei várias vezes, reproduzo aqui: a diferença
está no grau de reconhecimento da Marca.
Se um vendedor da Apple solicitar uma reunião com o departamento
de compras de dez potenciais compradores, é quase certo que 100% deles reconhecerão a empresa e saberão quais produtos que o visitante terá a
oferecer. Duvido que o mesmo ocorra com a empresa citada no exemplo.
Para chegar a esse nível de popularidade, a marca da maçã
investiu durante anos na construção da imagem que tem hoje e continua investindo. E posso
apostar que ela não foi edificada à base de mídias locais, pequenas ações
nas redes sociais e no porta-a-porta do departamento comercial.
Não investir em propaganda, ou investir migalhas, dá pouca visibilidade a qualquer marca. Se isso é um problema quando a economia está pujante, que dirá em época de crise.
Se apenas uns poucos identificam o seu produto, também serão poucos aqueles que confiarão nele. Se não há reconhecimento, nem confiança, as vendas emperram. Nesse momento, não adianta jogar a culpa no departamento comercial.
A economia do país não está a maravilha
que esperávamos. O ato da venda tornou-se mais difícil e a concorrência ainda
mais esperta, ou desesperada.
Por conta disso, tenho ouvido reclamações
de amigos sobre o excesso de telefonemas, sms e e-mails marketing que as
companhias lhes tem enviado, acreditando que sejam potenciais consumidores.
As ofertas são as mais variadas possíveis,
assim como o ramo de atividade, porém a ação não consegue acertar o momento em
que o receptor da mensagem está predisposto a abrir a carteira.
Sou solidário com vendedores, a vida deles
nunca foi fácil. Mesmo com um banco de dados de possíveis clientes, construído
através de lançamentos ou outros eventos direcionados ao público-alvo, é bem provável que menos de cinco por cento da lista venha a demonstrar algum interesse. E
isso não quer dizer fechar negócio.
O risco das cold calling - nome utilizado
para as ligações realizadas através de uma relação de potenciais clientes – está
na incerteza de que a maioria das pessoas listadas, realmente se enquadrem no
público do produto. Eu mesmo, vivo recebendo mensagens de pet shops, sendo que
nem pet eu tenho.
Além da quantidade de nomes que foram
parar lá por engano, há o fato de não sabermos se o cadastrado está em um
momento favorável à compra. O indivíduo que acabou de perder o emprego não é
exatamente o candidato a um carro de luxo ou a um apartamento.
E não há como evitar essa ligação, já que ninguém
tem bola de cristal para adivinhar o que ocorre na vida de cada um dos
abordados. Muitos dirão que são enganos inerentes à área comercial. Mas, será
que esse tipo de erro não pode ser minimizado?
Pense comigo. Hoje em dia, quando você
está namorando aquele smartphone supermoderno ou aquela TV de última geração, o
que faz? Aguarda a ligação de alguém que irá oferecer o produto que deseja ou
vai direto à internet? Pois é isso! O comprador nunca foi tão dono de sua
vontade. Quando quer comprar, ele mesmo vai atrás das melhores oportunidades,
faz comparações, busca recomendações e opiniões de quem já comprou.
Aí está o momento ideal de abordar o
consumidor! E de que forma? Se aliando aos grandes players da net e utilizando
ferramentas que detectem essa procura. No entanto, o mais importante é
disponibilizar o máximo de conteúdo esclarecedor sobre o seu produto ou serviço
em sites, blogs e nas diversas redes sociais, municiando o consumidor com
informações que lhe darão segurança na escolha. E não se esqueça
de destacar o canal de contato direto, para quem ainda deseje dissipar alguma dúvida.
Os bancos de dados formados na web servirão
para ligações posteriores ou envio de newsletters promocionais. Para tanto, a
empresa deve estimular que o visitante disponibilize telefone
e e-mail, em algum espaço do site ou blog.
Perceba que esta lista será formada por
pessoas que procuraram o seu produto e se abordados, com certeza, terão
interesse em informações e promoções.
Como incentivo para que o visitante se
cadastre, a empresa poderá presenteá-lo com brindes. Algo simples como e-book
ou um item mais adequado à atividade da empresa.
A web se fortalece como o caminho mais prático e eficiente
de atingir clientes potenciais e o que é melhor, de efetivar vendas.